Livro Julho Transformador

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O filho e o capataz.

   O dono de uma fazenda tinha um capataz que era um empregado exemplar. O filho do patrão o invejava, pois o pai sempre estava com ele. Então, pediu ao pai para dispensá-lo, porque estava velho. Mas, o pai nem dava atenção aos pedidos do filho.
   O filho começou a pedir várias tarefas para o capataz, que passou a dormir muito tarde, e não conseguia acordar cedo. O senhor da fazenda começou a perceber que algumas tarefas não estavam sendo feitas, e a situação se estendeu durante algumas semanas. Mediante a pressão do filho ele chama o capataz para conversar.
   O capataz entra na sala e o patrão diz:
   __Sente-se!
   __Obrigado senhor! Prefiro ficar em pé!
   Tirou o chapéu e o segurou contra o peito, sempre com a cabeça baixa.
  __Te chamei aqui para conversar sobre suas tarefas! Percebi que não está dando conta delas, mas não te acrescentei nada há anos. Não é mesmo?
   O capataz olhou para o filho, olhou para o patrão.
   __Nenhuma sequer senhor!
   __Então não está mais dando conta delas!
   Lágrimas escorriam do rosto do capataz, que balançou a cabeça em sinal negativo.
   __Que assim seja! Contratarei um novo capataz e você o comandará!
   O filho ficou com uma expressão de raiva, o capataz olhou para o patrão com os olhos vermelhos e disse:
   __Não estou dando conta do serviço senhor! Tão pouco conseguirei liderar outra pessoa!
   __Então vou retirar algumas de suas atribuições!
  __Senhor, trabalho há muito tempo nessa função, e o simples fato de levantar toda manhã passou a ser um fardo!
   __Então me diga... O que devo fazer? - Disse o patrão com os olhos vermelhos.
   __Sou um pobre servo cansado, que não pode mais trabalhar. Peço perdão pelas minhas falhas! E digo que deixarei a fazenda!
    O senhor concordou e o capataz se retirou.
   O novo capataz que cobrava mais do que o antigo não conseguia fazer todas as tarefas, de forma que o dono da fazenda retirou algumas tarefas dele e passou ao filho.
   Passado um ano, algumas coisas começaram a sumir, o patrão descobriu que era o capataz e o demitiu, e o filho então passou a fazer todas as tarefas.
   Numa noite, o filho do patrão estava saindo do celeiro quando um animal o picou, o lugar onde foi picado começou a ficar roxo.
   Na casa o colocaram deitado numa cama, perguntaram o que o havia mordido, e ele não sabia, já estava ardendo em febre, quando o patrão disse a um empregado que fosse procurar um médico na cidade.
   A febre e o hematoma aumentavam, então o patrão pediu a outro empregado que fosse buscar ajuda nas fazendas próximas. O filho desmaiou de tanta dor e febre.
   No outro dia ele acorda ainda meio atordoado, olha e vê seu pai e outro homem de branco, e diz:
   __Obrigado doutor por ter salvado a minha vida!
   O homem diz:
   __Eu não fiz nada!
   __Ele chegou há menos de meia hora, a cidade fica longe! – disse seu pai. Chame o homem que salvou a vida de meu filho!
   A serviçal saiu e quando retornou, o filho não acreditou e disse espantado:
   __O senhor que salvou minha vida!
   __Não! Foi Deus quem salvou!
   Ele se levantou meio cambaleando, deu um abraço no antigo capataz e chorando disse:
   __Desculpe pelo que te fiz! E obrigado por salvar minha vida!
   O capataz o apoiou na cama, e com os olhos cheios de lágrima disse:
   __Sabe, fui trabalhar em outra fazenda próxima da cidade, e fui picado por um animal. Consegui matar o bicho e graças a isso o doutor conseguiu fazer o antídoto, mas a demora lesionou a visão do olho esquerdo... Pedi pra ele me ensinar a fazer o antídoto, pois tinha medo de acontecer de novo e perder a outra visão ou a vida.
   __O meu antigo patrão me dispensou, por sorte consegui arrumar emprego em outra fazenda próxima daqui, trabalhava em troca de comida e lugar para dormir, e ontem bateram lá. Ao ver a sua picada percebi que era igual a minha, e fiz o antídoto pra você.
   O filho do senhor disse com lágrimas nos olhos:
   __Eu deveria ter morrido! Pois minha inveja custou seu emprego, e um olho seu!
   __Não, você salvou nossas vidas! Porque se eu estivesse trabalhando aqui eu teria sido picado, e não daria tempo do doutor chegar. Chorando ele continuou:
   __Realmente! Eu perdi a visão de um olho mais ganhei um Amigo, a quem agradeço todos os dias! Por em sua magnífica sabedoria ter feito o ser humano com dois olhos, e agora agradecerei ainda mais, pois graças a perda desse olho desejei aprender o antídoto, e consegui salvar a vida do menino de quem ouvi o primeiro choro e cuidei, a sua vida vale mais do que meus dois olhos!
   Lágrimas escorriam do rosto de todos, e o filho disse:
   __Então hoje eu não só nasci de novo, como agora tenho dois pais, e irei também agradecer a este Amigo por colocá-los na minha vida.
   O patrão, o filho e o capataz se abraçaram.
   O patrão nomea o capataz como um dos patrões da fazenda. O filho, todos os dias de manhã ia ao aposento do pai, e depois ao do antigo capataz, e agradecia pela vida de seus dois pais ao grande e maravilhoso pai Deus.

Roberto Albano


  

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https://youtu.be/IcLtjThnoRI


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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Uma bela paisagem

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